terça-feira, 12 de abril de 2016

CART 7260


1 comentário:

  1. Estava no interior da minha caserna deitado na minha cama quando na parada do Lunho os meus camaradas começaram a fazer uma grande algazarra dei uma espreitadela na porta e vi várias viaturas exército que transportava uma companhia de militares.A algazarra que recrudescia à medida que se aproximavam do interior do Buraco.O ar trépido estampado nos seus olhares bem como a farda camuflada que envergavam ainda reluzente trouxeram-nos à nossa lembrança o dia da nossa chegada.Entretanto abandonaram as viaturas observando todos os cantos daquele aglomerado de latas lugar não menos belo certamente eles estariam a sentir as mesmas angústias que nós sentimos à 17 meses atrás iguais incertezas quanto ao regresso contudo eles sabiam que iriam enfrentar um cenário de guerra.Nós os rodeamos havia abraços e cumprimentos quisemos demostrar ao checas acabados de chegar o nosso estatuto de "velhice".Entretanto chegou o dia dos velhinhos abandonar o buraco do Lunho seguir rumo a outras paragens essa onde já não existia guerra lançamos o adeus aos checas que tinham acabado de tomar conta daquela zona muito perigosa.Ainda hoje decorridas mais de quatro décadas tenho uma grande amizade com alguns que eu os fui encontrando nas redes sociais e que estão bem felizmente.
    Isto não é um convite à resignação ou uma consolação fácil è apenas uma reflexão baseada numa experiência que partilho com todos vós meus camaradas de armas que habitaram naquele maldito buraco do Lunho.
    Bernardino Peixoto da C.CAÇ.4141 os gaviões.

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