sábado, 5 de março de 2016

A MINHA VIAGEM PARA MOÇAMBIQUE:

CHEGADA DA C.CAÇ.4141 OS GAVIÕES
A VILA CABRAL.
O COMBOIO QUE SAIU DE NOVA FREIXO
COM DESTINO A VILA CABRAL.
A C.CAÇ.4141 OS GAVIÕES CHEGOU À CIDADE DA BEIRA NO DIA 13 DE NOVEMBRO DE 1972
ONDE DEZEMBARCOU NESTE AEROPORTO.

1 comentário:

  1. Acabadas as seis semanas do IAO no Regimento de Infantaria N.1 na Amadora e depois de um curto período de férias de "despedida" eramos mais de cem homens que compunham a companhia de caçadores 4141 os gaviões considerado prontos como carne para canhão para o teatro de guerra em Moçambique.
    esta primeira etapa da minha viagem numa tarde de 12 de Novembro de 1972 terminou junto ao aeroporto de Lisboa foi uma das mais angustiantes de que me recordo em toda a minha vida julgo não só para mim mas para nós todos pois era a primeira prova concreta a certeza ultima de ser verdade aquilo me esperava a guerra! o "Niassa". O avião dos T.A.M preparado e pronto a levantar voo com destino a Moçambique até fazer a habitual escala em Luanda para o seu reabestecimento. Passado uma hora o avião levantou voo e já se encontrava no ar rasgando as nuvens com destino à cidade da Beira onde desembarquei no dia 13 de novembro de 1972 e fui transportado para a Unidade Militar.
    No dia 15 de Novembro de 1972 embarquei com o primeiro escalão num avião fretado onde seguia o comandante da companhia que fez escala em Nova Freixo. No mesmo dia fui transportado para a estação dos caminhos de ferro para percorrer os sete centos e tal km de via férria até Vila Cabral Capital da Provincia do Niassa conhecida na gíria (ESTADO DE MINAS GERAIS). Daqui eu ainda percorri cerca de 20 horas os 60km que faltavam até Meponda junto do Lago do Niassa estrada em que foram "picados" todos os palmos de terra que os rodados das Berlietes haveriam de percorrer. Mas o primeiro escalão da companhia lá embarcou na Lancha da Marinha até Metangula cerca de 80km que faltavam a Norte que teria de percorrer ainda por picadas minadas as dezenas de quilómetros que faltavam até Nova Coimbra e até ao inferno do "LUNHO".
    "LUNHO" O INFERNO ONDE OS ANJOS RIAM:
    Pendurado no meio da cozinha do rancho geral preso por um arame um ferro que servia de badalo ao sino improvisado este que servia para alertar os soldados para se colocarem em fila ordenadamente afim de serem servidas as refeições. Estava sempre atento no "LUNHO" não permitia descuidos só a sua fama era suficientemente para despertar o mais sonolento dos soldados. No "LUNHO" os velhinhos durante alguns dias ficamos ocupados com a transferência de todos os materiais da companhia que fomos render para a nossa. Acabada esta entrega e dados todos os conselhos pelos velhinhos ali ficamos entregues a nós próprios sem experiência no "LUNHO" o inferno onde os anjos se riam.

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